Manifesto pelo Clima

Rumo à COP 26 e a uma recuperação verde

Os desafios climáticos são oportunidades de promover no Brasil inovações, tecnologias e desenvolvimento por meio da criação de empregos verdes, a conservação dos recursos naturais e a redução das desigualdades. A partir de uma economia de baixo carbono, ou carbono zero, o Brasil terá vantagens competitivas para superar a crise pós-Covid.
Em novembro, em Glasgow, acontece a 26ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 26), quando representantes de cerca de 200 países farão a revisão do acordo para mitigação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) a partir dos resultados de suas iniciativas para limitar o aumento médio da temperatura global em até 2º C.
Essa revisão é fundamental para avançar na agenda do clima e acelerar a transição para a descarbonização. A liderança do Brasil nesse processo, associado a inovações nas esferas pública e privada, será fundamental para garantir competitividade e aderência às demandas da sociedade por um planeta mais justo e sustentável.
Queremos renovar e ampliar os compromissos assumidos na primeira edição da Feira Latinoamericana de Negócios Pelo Clima, realizada em 2020, e propor uma agenda positiva para ações nos âmbitos nacional e latino-americano a fim de mitigar e adaptar os efeitos da crise climática e alcançarmos as metas globais a partir do promissor ecossistema empreendedor da região.
Para isso, convocamos empresas, governos, empreendedores e sociedade civil para atuarem de forma proativa na proposição de soluções. Do processo decisório de investimentos à precificação de carbono, há alternativas possíveis e viáveis para promover a redução das emissões de GEE com metas baseadas na ciência.
A inovação na cadeia de valor de processos, produtos e serviços pode promover e otimizar recursos e reduzir nossa pegada de carbono nos principais setores da economia, como mostra o estudo Onda Verde. Com a convicção do papel de liderança que a América Latina pode e deve ter nesta negociação, é preciso eliminar subsídios para exploração de fontes fósseis de energia, estimular a energia renovável e ampliar os estoques de carbono, em especial, de biomassa florestal.
Ao anteceder em poucos dias a COP 26, a 2ª Feira Latinoamericana de Negócios Pelo Clima, que acontece nos dias 26 e 27 de outubro, em formato online, pretende gerar muitas e boas discussões sobre as Contribuições Nacionalmente Determinadas (INDC) que virão a seguir. Precisamos de metas mais ambiciosas para alcançar a neutralidade de carbono até 2050, como prevê o Acordo de Paris. Em paralelo, as rodadas de negócios que acontecem durante a feira são oportunidades para parcerias de impacto positivo entre empresas, governos e startups a partir de modelos de negócios bons para o clima.
Com mais de meio milhão de mortes pelo coronavírus e um grande impacto social e econômico, o Brasil precisa definir sua estratégia de desenvolvimento sustentável para que o país seja competitivo e interessante para investidores.
Para alavancar esse compromisso, defendemos o incentivo à inovação e à tecnologia para processos produtivos e materiais eficientes e de baixa emissão de GEE a partir de políticas públicas, instrumentos de regulação e acesso a capital e incentivos a novos negócios que ajudem a combater os impactos das mudanças climáticas.
Contamos com você neste espaço de inovação e empreendedorismo para a ação climática!

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